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Candiero publica um conto na mais importante coletânea nacional de escritores negros e negras!


O nosso querido mentor e idealizador do Centro Cultural Humaita, hoje Assessor Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Adegmar da Silva Candiero, foi publicado na 40ª edição da coletânea Cadernos Negros.

Organizado pelo coletivo Quilombhoje, o mais antigo coletivo de escritores de que se tem notíca no Brasil, o Cadernos Negros celebrou seu 40º aniversário na Academia Paulista de Letras, no último sábado, dia 17. O evento reuniu 42 escritores e escritoras de todo o Brasil.

Sobre os textos publicados, os organizadores Esmeralda Ribeiro e Márcio Barbosa comentam que “é extremamente gratificante poder dar visibilidade à textos que trazem personagens negros ou temas em que a cultura afro é protagonista, pois isto pode mudar a maneira como o imaginário social tende a conceber tais personagens, já que a tendência é mantê-los na subalternidade ou invisíveis. Assim como os sonhos, desejos, as ideias e ideais que poderiam dividir com seus leitores“.

A literatura negra brasileira vem revelando cada vez mais talentos. O protagonismo dos escritores negros e negras vem conquistando espaço em nossa sociedade, como bem disse Luis Silva Cuti, doutor em literatura brasileira e um dos organizadores da coletânea: “A dimensão da produção literária afrobrasileira é algo que surpreende“. Esta coletânea já projetou escritores como Conceição Evaristo, um dos principais destaques da FLIP – 2017 e Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais. Para Lázaro Ramos, ator e escritor de literatura infantil, “a existência do Cadernos Negros há 40 anos é algo a ser celebrado diariamente. Valorizar este projeto que há tanto tempo amplia vozes necessárias para o nosso imaginário, é fundamental”. Para o cantor Crioulo: “Cadernos Negros é beleza plural de um lugar assim tão dentro; cheiro, sabor, tambor, palavra e paixão. Uma benção!

Candiero ressalta que o campo da literatura historicamente exclui e invisibiliza intelectuais e escritores afrodescendentes. Desmistificar esta invisibilidade tem sido um dos seus principais objetivos. No contexto afrocuritibano, ressalta dois nomes, a título de exemplo: Laura Santos, a pérola negra da nossa poesia, e Emiliano Perneta, o Príncipe da Poesia Paranaense. “O Sarau Afrocuritibano, realizado mensalmente na Casa Hoffmann, tem contribuído significativamente para dar visibilidade à produção literária afrocuritibana.

Candiero, além de Assessor Municipal de Promoção da Igualdade Racial, é conselheiro de cn oralidadespolíticas culturais do Ministério da Cultura, membro do Centro Paranaense de Letras e tem textos publicados pela Editora Humaita, em coletâneas da Feira do Poeta, da Associação Literária Lapeana e na Cartografia Poética do Simpósio de Literatura Negra Íbero-americana, publicado em 2017, pela UFPR. Lançou recentemente, em co-autoria com Melissa S. Reinehr, o livro Oralidades Afroparanaenses: fragmentos da presença negra na história do Paraná.

Interessados em conhecer melhor a obra do autor e um panorama da literatura negra brasileira podem acessar o ensaio “Candiero: poesia como forma de resistência” da professora Romilda Oliveira Santos, disponível AQUI, CLIQUE E LEIA!

CAPA_ENSAIO

 

 

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