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Por que uma Praça Maria Águeda em Araucária?

Magnus R. de Mello Pereira

Historiador

Até meados do século XIX, os nomes das ruas brasileiras referiam-se a algum tipo de evento espacial que as caracterizavam: rua da fonte, rua da ladeira, rua do campo, rua da cadeia, do mercado, do jogo da bola, etc. As igrejas eram importantes na nomenclatura dos logradouros públicos. Multiplicavam-se as praças da matriz ou ruas dos santos padroeiros de algum templo ou irmandade, como rua de São Francisco, por exemplo, para indicar a rua onde ficava a igreja dedicada ao dito santo. Poderia ser, também, rua Direita, ou seja, a rua que ia diretamente à matriz. Muito raramente, dava-se às ruas o nome de título de algum indivíduo, como a Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, ou do Lisboa, em Curitiba. Nesses casos, o nome costumava indicar que ali morava a pessoa mencionada. Não se tratava exatamente de uma homenagem.

Após a independência, começaram as surgir as ruas do Imperador e da Imperatriz, em homenagem ao casal reinante, e, na sequência, as antigas denominações dos logradouros foram sendo substituídas pelos nomes de indivíduos agraciados pelos mais diversos motivos. Desde então, multiplicam-se nas cidades brasileiras ruas e praças cujos nomes homenageiam personagens ilustres, supostamente importantes para a história do país ou da região. Apenas um ou outro popular é lembrado, algum artista como o da rua do Bento Cego, violeiro de Antonina. Assim, contam-se aos milhares as ruas e praças dedicadas a reis, barões, marechais, generais, presidentes, governadores, prefeitos, intelectuais das mais variadas áreas. Muitas vezes, os laureados são os integrantes de famílias consideradas importantes ou, como é frequente nas regiões de colonização recente, como o norte e o oeste do Paraná, as famílias dos “pioneiros”. O título “pioneiros” é dado àqueles migrantes que “deram certo”, do ponto de vista econômico e político, numa dada região. Por todo Paraná, os imigrantes europeus e asiáticos que enriqueceram também passaram a ter seus nomes expostos nas placas das ruas. Os grandes ausentes nessas homenagens são os representantes das camadas populares luso-brasileiras, mestiços caboclos e mulatos que desbravaram essas regiões, mas a quem não é tributado nenhum ato digno de importância histórica. Na região conhecida por Paraná Tradicional, que inclui o Litoral, o Planalto de Curitiba e os Campos Gerais, os processos são semelhantes. Nos Campos Gerais os encômios recaem sobre “tropeiros”, “campeiros” e seus familiares. Em Curitiba e Paranaguá, os homenageados são incluídos na categoria de integrantes das “famílias tradicionais” que são apresentados como descendente de povoadores e conquistadores do sul da capitania de São Paulo. O interessante é perceber que esse núcleo de famílias tradicionais e tropeiras, herdeiras dos antigos potentados da indústria da erva mate e dos latifúndios campeiros é bastante reduzido. É o que nos conta o sociólogo Ricardo Costa de Oliveira, em sua tese “O silêncio dos Vencedores: genealogia, classe dominante e Estado do Paraná”. Esses antigos clãs do período colonial geraram as elites ervateira e campeira do século XIX, que por sua vez tiveram por herdeiras as camadas política e economicamente dominantes do século XX. No século XXI, são elas que ainda mandam no Paraná. Trata-se de uma elite silenciosa, que não alardeia sua estirpe e seu poder, como fazem os “paulistas quatrocentões”. Daí o “O silêncio dos Vencedores”.

O problema de Maria Águeda, uma mulher do povo, foi ter afrontado integrante de uma das principais famílias dessa elite, que na época era conhecida como os Ribeiro de Andrade. O poder desse clã iniciou com João Rodrigues Seixas, o primeiro escrivão da Câmara de Curitiba, que passou poder e posição social a seus descendentes. Durante o século XVIII, pontificou seu bisneto o Capitão-mor Lourenço Ribeiro de Andrade, a única pessoa da região a ter feito curso superior naquele século. Formou-se em Direito, na Universidade de Coimbra. Os reinóis sempre estiveram presentes na linhagem de Lourenço Ribeiro de Andrade. Seu bisavô João Rodrigues Seixas, seu avô Lourenço de Andrade seu pai Miguel Rodrigues Ribas e os três genros que teve, eram todos naturais de Portugal. A nobreza da terra procurava casar as filhas com homens vindos do reino, num movimento que visava agregar maior distinção às suas linhagens. Entre os filhos do Doutor Lourenço, como era conhecido, os de maior proeminência social foram Antônio Ribeiro de Andrade, que o sucedeu como capitão-mor da vila, e Francisco de Paula Ribas, tenente-coronel do corpo de cavalaria de Curitiba. Eram casados respectivamente com ‘dona’ Francisca de Paula Carneiro e ‘dona’ Maria Joaquina Marcondes. Foi a essas duas “senhoras” que Maria Águeda disse não. O tenente-coronel Francisco de Paula Ribas foi seu algoz. Atualmente, por toda a região multiplicam-se as ruas onde despontam os sobrenomes Andrade, Ribas, de Paula, Carneiro, Marcondes, etc. Na época, não havia o costume de passar sobrenomes de pai para filho como é usual atualmente. Era comum dar aos filhos o sobrenome de padrinhos ou de parentes distantes. Outras vezes certos sobrenomes eram incorporados devido a casamentos. Assim, também é comum que os descendentes dessa linhagem familiar usassem sobrenomes como Braga, Xavier, Sá, Guimarães, Macedo, Rocha, Loures, Munhoz, Lacerda, entre outros. É muito provável que o leitor já tenha percebido a quantidade expressiva de ruas em que figuram esses sobrenomes ilustres.

O episódio que chamou a atenção para Maria Águeda ocorreu numa quarta-feira, 15 de agosto de 1804, dia santo de Assunção de Maria, em frente à Igreja Matriz da Vila de Curitiba. Maria Águeda, moradora do bairro de Tinguiquera, era uma qualquer entre os presentes. Devido à sua baixa condição social, recebeu uma ordem das filhas da mais ilustre elite curitibana:

– Vá buscar brasa para acendermos nosso aquecedor. Maria Águeda respondeu com um redondo não.

– Não vou. Mandem suas escravas.

Era mulata, mas era uma mulher livre, ciosa de sua condição. Por conta deste simples gesto acabou presa e padeceu uma série de arbitrariedades nas mãos do Tenente-coronel do destacamento de cavalaria. Apesar disto, manteve-se firme e não voltou atrás. Sim, ela sabia com quem estava tratando e mesmo assim não se dispunha a obedecer.

Homenagear Maria Águeda, dando seu nome a uma praça, é reverenciar a firmeza de caráter de uma mulher do povo, mulata e pobre, como a maior parte da nossa gente. Por si só, esse gesto não compensa o secular costume de homenagear apenas os integrantes das elites locais. Praça Maria Águeda é apenas um logradouro contra milhares de outros a quem foi dado o nome de pessoas da elite, muitas delas de indiscutível valimento, outras nem sempre meritosas, como ditadores truculentos ou presidentes americanos que financiaram a quebra da democracia no Brasil. Praça Maria Águeda é um belo gesto simbólico, um começo.

Quem foi Maria Águeda?

São poucos e fragmentários os dados conhecidos da vida de Maria Águeda, o que pode ser atribuído a seu baixo nascimento. Não fosse o registro documental do conflito entre as mulheres, a sua trajetória de vida não serviria mais do que para compor estudos estatísticos sobre o passado de Curitiba. De acordo com as listas nominativas de habitantes, Maria Águeda nasceu no final da década de setenta do século XVIII, entre 1776 e 1779. Tinha, portanto, aproximadamente 25 anos, em 1804. Era filha de Manoel da Costa (falecido entre 1786 e 1790) e de Joana Rodrigues e possuía 4 irmãos. A família morava, ao menos a partir de 1786, no mesmo bairro do Tinguiquera onde ela se estabeleceria após o casamento. A única indicação socio-econômica disponível sobre a família é que, em 1786, possuía 100 urubembas. Isto indica que ela participou da tentativa que a coroa portuguesa fez de introduzir a plantação de urumbebas na região, um cacto em que eram criadas cochonilhas, insetos parasitários utilizados na preparação de corantes vermelhos.

Em 1793, Maria Águeda ainda vivia em casa de sua mãe, juntamente com todos os irmãos. Na lista nominativa de 1795, já aparece dividindo um novo domicílio com Salvador da Silva. O casamento ocorreu na matriz de Curitiba, em 22 de outubro de 1794, tendo Simplício da Costa e Francisco de Paula Leite como testemunhas. Deste registro constam alguns detalhes sobre a vida de Salvador anteriores ao seu casamento: “filho da Pais incógnitos; expostos em casa de Antônio Lima da Silva e freguês da Freguesia do Patrocínio de São José”. Expostos ou enjeitados eram as crianças abandonadas no nascimento. Assim, seus pais – supostamente livres – eram desconhecidos, ao menos do ponto de vista oficial.

A grande variabilidade dos nomes na documentação dificulta o rastreamento de indivíduos como Salvador e sua mulher, o que, de certa forma, denota a ‘pouca importância’ do casal na sociedade curitibana da época, ao menos aos olhos dos produtores dos mesmos documentos. Maria Águeda, assim nomeada no relato do tenente-coronel Morais Leme, surge nas fontes como Águeda, Maria, Maria Rodrigues e, mais recorrentemente, como Águeda Maria. É esta a maneira de escrever o seu nome que aparece no registro de batismo dos seus três primeiros filhos – Matildes, Roberta e João – sendo que no da primeira o nome é sucedido pelo sobrenome da Costa. No registro do matrimônio, os nomes atribuídos aos contraentes são: Águeda Maria de Oliveira e Salvador da Costa da Silva. Nos batizados, o pai aparece no primeiro com o sobrenome Pires e no outro Esteves. Todas as referências que temos nas listas nominativas repetem o mesmo nome que aparece no relato da briga: Salvador da Silva.

Os registros de batismo dos três filhos do casal integram os livros destinados às pessoas das classes inferiores. O termo de abertura do 10o livro remete aos “assentos dos batizados que se fizerem na Igreja de Nossa Senhora da Luz da Vila de Curitiba de todos os bastardos, administrados e escravos” enquanto o 12o é dedicado aos “bastardos e pretos”. Naquela época, o termo bastardo não era utilizado para se referir exclusivamente aos filhos nascidos fora do casamento. Tinha, antes, um sentido social. Segundo o historiador Sérgio Nadalin, as pessoas que constavam desse tipo de livros de registros “seriam bastardos porque foram gerados no seio de uma condição social definida pela mestiçagem”; “degenerados”.

O casal estava profundamente enraizado no bairro, como aparece também no relato de Morais Leme. Seus parentes consangüíneos (como a mãe e irmãos de Maria Águeda) e espirituais (padrinhos de seus filhos) também viviam ali. Tinguiquera era um bairro rural que consistia em uma região de campos ao sudoeste de Curitiba, onde hoje é o município de Araucária. No ano de 1806, era um dos maiores bairros da vila de Curitiba, com 707 habitantes, dos quais apenas 19 eram escravos. Uma vez que a posse de escravos pode ser tomada como um indicativo de riqueza, é possível presumir que se tratava de um bairro pobre. Não há registros de grandes fazendas na região. Os domicílios dos moradores eram pequenos sítios voltados à agricultura e criatório de subsistência.

Em 1800, os registros sobre o núcleo formado pelo casal e Matildes, sua primeira filha, não trazem nenhum designação de cor, ao contrário do que ocorre com quase todos os seus vizinhos, que são classificados como pardos. Isto remete a alguma diferenciação social, uma vez que, ainda que indiretamente, isso implicava em classificar seus integrantes como brancos, ou, pelo menos, mais branco do que os outros. Contudo, nos anos posteriores – 1800, 1801, 1803 e 1805 – a família não escaparia de ser incluída na condição de parda. No último ano do século XVIII, Salvador de Silva vivia “de ser peão e de conduzir tropas do Sul para esta vila de que ganhou este ano 5$000”. No ano seguinte, quando do nascimento de Roberta, foi registrado que “planta para o seu sustento e vendeu na terra um capado por 2$000”. Era, portanto, um tropeiro, mas não um “tropeiro” daqueles a quem se dá nome de rua ou praça. Em 1803, seu envolvimento com o tropeirismo é apenas indicado, sem referências a valores e, posteriormente, os censos registram-no apenas como lavrador. Podemos supor, a partir destas indicações fragmentárias, que a família composta por Salvador e Maria Águeda possuía uma pequena lavoura voltada para subsistência, comercializando um eventual excedente produzido. Salvador, esporadicamente, completava a renda familiar com atividades vinculadas à condução de tropas do sul para Sorocaba. Um perfil sócio-econômico bastante comum à época, sobretudo no bairro em que moravam.

Na qualificação de Maria Águeda e sua família não foi possível encontrar nenhum traço que os associasse a condição jurídica de escravo. Entretanto, na sociedade escravista que integravam, o pobre livre se colocava num lugar tanto quanto ambíguo e indistinto: não era senhor nem escravo. Verificando a legislação municipal de Curitiba e Região no século XIX, é possível perceber que as camadas dominantes da população olhavam para os mais pobres sem dar grande atenção para a condição jurídica das pessoas. As posturas municipais, em suas restrições e punições, tenderam a igualar negros e pardos, livres, libertos e escravos. Todos eles eram percebidos como integrantes de uma massa, um tanto indistinta de não-morigerados. No entanto, para cada um desses não-morigerados, o estatuto pessoal era crucial. Eram capazes de perceber a complexa geografia cultural na qual viviam e buscavam a todo custo marcar as distinções sociais que atribuíam a si. Se havia uma tendência – ‘de cima para baixo’ – de indiferenciá-los, havia também uma pressão no sentido oposto, acentuando essa diferenciação. Portanto, também se preocupavam com sua honra e a posição social que dela decorreria.

Quanto à produção social de identidades, hierarquias e categorias raciais, a historiadora Cacilda Machado salienta a importância das caracterizações de cor na construção das diferenças no interior dos grandes grupos sociais. Entretanto, esta designação – como o “pardo” das listas nominativas – está menos vinculada à ascendência étnica do que à inserção social do indivíduo. Isto permitia que, ao longo da vida, a pessoa “mudasse de cor” a medida que suas relações interpessoais e seu estatuto social se transformasse. Desta forma, hierarquia e posição social estão manifestas também na cor registrada na documentação. Maria Águeda e Salvador da Silva são, na maioria das vezes, designados como pardos, o que os coloca no meio do caminho entre escravidão e liberdade. Eram livres, mas marcados com a ascendência africana e, possivelmente, indígena. No entanto, apesar de sua liberdade, a cor e a pobreza os diferenciava dos socialmente ‘brancos’, o que estava claramente expresso na própria divisão dos livros de batismos. O pardo livre “era, assim, condição de diferenciação em relação à população escrava e liberta, e também de discriminação em relação à população branca; era a própria expressão da mancha de sangue”. Estavam, portanto, em zona pouco definida – entre liberdade e escravidão – sofrendo a tendência das elites locais de imaginá-los como integrantes da segunda. A elite mal conseguia distinguir um pardo livre de um escravo. Esta não era, contudo, a imagem que Maria Águeda tinha de si. Sua recusa em executar ordens remete, assim, ao seu desejo de afirmar a sua condição de livre diante de uma sociedade que a colocava em um lugar muito próximo à escravidão.

ANEXO

Imformação que Se me dêo do que Se obrou na Villa de Curitiba no dia 15 de Agosto de 1804.

Em 15 de Agosto do anno Corrente achando-Se a Mulher do Cap.m Mor, e a do Ten.te Coronel Francisco de Paula Ribas na Igreja Matris, antes da Missa Conventual, certa mulher ofertou a aquela hum Fogareiro pequeno, e Voltando-Se para Maria Agueda mulher de Salvador da Silva do Bairro de Tinguiquera, que Se achava proxima lhe fosse buscar brazas, respondeu que não hia, e que manda-Se as Suas Escravas. Com esta reposta alterarão Varias razoins de parte a parte the que disse a mulher do Ten.te Coronel a Maria Agueda, que Se contivesse; Ella concluio dizendo que Sem Embargo de Ser mulher de baixo Nacim.to não pudia Sofrer Semelhantes disatinos. Nesta contingencia entrou a Missa e Sessou a disputa.

Logo que Sahirão da Igreja foi o Ten.te Coronel, e em Sua Companhia o Soldado Pedro Fernandes a Caza de Antonio Joze Pinto Bandeira, aonde Se tinha recolhido Maria Agueda. Ali ordenou ao Camarada que a conduzisse a Sua Caza. Comparesendo ella, e Seo Marido lhe perguntou Se conhecia a quem tinha desatendido; respondeu que m.to bem conhecia, porem que a não tinha offendido, Voltou-Se o Ten.te Coronel ao Marido dizendo, Se assim era que ensinava a Sua Mulher Ser desavergonhada; e em tom mandativo determinou ao Camarada, que a puzese na Cadêa de tronco de pé, e pescoso: A isto disse o Marido que queria receber o Castigo por Sua mulher, visto que ella Se achava Com huma Criança de peito. Não atendeu a esta rogativa, e foi a mulher a Cadêa; como porem Se achavão varios prezos aonde existe o tronco, a fes recolher a Cadêa, que esta distinada as Mulheres, dando Logo parte, e a razão que havia p.a não por de tronco. Disse o Ten.te Coronel enfurecido, que executase a ordem, que tinha determinado, e que fosse o Marido por-Se na Grade de Sentinella emquanto estava no tronco. Aqui Suplicou o Camarada que Se compadesese daquella pobre mulher, e que não paresia bem estar de tronco huma mulher aonde estavão Homens. Com effeito a instancias, e rogos deste ficou a mulher Som.te na Enxovia, e no Seguinte dia Sahio.

Esta comforme com a informação que tive

Joaquim Joze Pinto de Morais Leme

Exposição

Uma exposição foi realizada em nov/2014, na Casa Romário Martins, com a proposta de tirar Maria Águe da invisibilidade.

Realizadores:

Magnus Roberto de Mello Pereira – Professor do Dep. de História da UFPR.

Ana Lucia R. B. da Cruz – Jornalista, Doutora em História pela UFPR, Pesquisadora em História pelo CEDOPE (Centro de Documentação e Pesquisa de História dos Domínios Portugueses).

José Augusto Leandro – Professor de do Dep. de História da UEPG.

Lai Bottman Pereira – Designer

convite maria agueda

Em 1804, na pequena Curitiba, uma mulher livre e pobre, chamada Maria Águeda, negou-se a obedecer às ordens da mulher do capitão mor da vila e, por isso, foi levada à prisão. Este episódio é o ponto de partida da exposição que mostra, através de diversos suportes (desde textos e fotos, até vídeos, pinturas, desenhos e músicas, entre outros), várias releituras do acontecido e apresenta ao público uma personagem até então desconhecida da história da cidade.

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Um pensamento em “Uma praça para Maria Águeda

  1. Importante conhecer nossa história . Triste é saber que a história brasileira omitiu esses fatos e que a elite brasileira ainda pensa como nos séculos passados e se dizem bons cristãos. Grata pelas informações.

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